quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


A MORALIZAÇÃO DO CONCEITO DO PECADO

 

Entre os povos primitivos o pecado era considerado ofensa contra Deus, e por algum tempo alguns israelitas tiveram esta mesma opinião. A lei moral representa a vontade de Deus para o ser humano, no que diz respeito ao seu comportamento e aos seus principais deveres. A lei moral tem como finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres, revelando seus pecados e auxiliando, a discernir entre o bem e o mal. A lei moral revela o bem que reflete o caráter de Deus, e por isso ela é aplicável em todas as épocas e ocasiões. A lei moral acha – se resumidamente, compreendida nos dez mandamentos que estão registrados êxodo 20.1-17 e Deuteronômio 5.1-21. Os quatro primeiros mandamentos tratam de nossos deveres para com os outros, e os outros seis mandamentos, de nossos deveres para com DEUS. A lei moral associava-se, às vezes, com o costume do povo. Davi pecou quando numerou o povo de Israel, uma coisa que “não se fazia em Israel”. T.H.Robinson fala sobre outras nações que influenciaram a Israel a pecar. Israel era influenciado pela pratica de adoração de outros deuses, que não fazia parte da cultura de Israel, e sim da vida de seus vizinhos pagãos.  Removida do centro histórico de seu império no norte,etill manter uma existência independente entre os seus Vizinhos semitas. Em meados do terceiro milênio BC a influência dominante era a de Babilônia, cuja primeiro império atingiu o seu apogeu sob Hammurabi. Em (Oséias 6:6). O sacrifício oferecido como substituto da justiça era abominação perante o Senhor (Am. 5:21-24; Is. 1:10-17). Tais sacrifícios, com a multiplicação de “altares para pecar” (Os. 8:11).

Os profetas ensinaram com clareza e com ênfase que qualquer injustiça praticada contra o próximo é pecado contra Deus. Com ênfase nos pecados sociais, os profetas chegaram a entender mais claramente a natureza dos pecados de outros deuses e o culto prestado aos ídolos fabricados pelos homens minavam as bases religiosas da ética.

O conteúdo moral da lei, sobretudo no campo dos direitos e deveres sociais, não é original a outra leis vétero-orientais e deveres sociais, não é original em relação a outras leis vétero-orientais. A diferença, porém, está no fato de que Israel tem consciência de que, com seu comportamento moral, corresponde à vontade de Yahweh em relação ao seu povo e colaborava para a construção da história. Contudo não interessa ao profeta apenas que seu povo ou nações gozem de uma vida serena “á sombra da videira e da figueira”. O futuro caracterizar-se-á intimidade com ele. Oséias esperava a renovação das bodas entre Deus e Israel (Os 2,16-22). Isaias e Sonofias esperavam a sobrevivência de um “resto” humilde que se refugiaria no Senhor (Sf 3,12s) Jeremias esperava uma nova aliança escrita no coração (jr 31,31-34). Ezequiel esperava uma purificação, uma efusão do espirito e um coração de carne (Ez 36,25-28). Os profetas profetizavam contra a falta de moral da época, em quanto o povo passava necessidade, os Reis não fazia nada pra mudar a situação do povo. Os profetas também eram contra à falta de santidade, e a adoração a outros deuses que os Reis de Israel adoravam.
Deus lhes abençoe
Pr. Gilmar Abel

 

 

 

 
 

3 comentários:

  1. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
    é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido
    também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
    Sou António Batalha.

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  2. Colocar a referência é importante irmão, pois está citação está no livro do A. A. Cabtree, Teologia do Antigo Testamento, pág. 150 á 153.

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  3. Colocar a referência é importante irmão, pois está citação está no livro do A. A. Cabtree, Teologia do Antigo Testamento, pág. 150 á 153.

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